O estudo das organizações de saúde sugere que cultura, poder e identidade estão intimamente relacionados, de forma que um desses aspectos pode fornecer significado ao outro. Uma cultura organizacional é capaz de reafirmar os valores e ideologias de um grupo em relação aos demais, constituindo a base desse grupo. Portanto, a cultura concede poder e, conseqüentemente, alimenta as identidades dos seus membros.
Nas organizações de saúde, o poder serve para sustentar a identidade que se torna legitimada pela sociedade. Todavia, o seu propósito é definir a identidade dos sujeitos, embora o seu efeito torne-os subordinados e inseguros quanto ao desempenho. Isso acontece porque há uma rede de interesses camuflados, desejos de confirmar sua subordinação ou os significados e sentimentos de superioridade dos detentores do poder nas organizações de saúde - o domínio do saber médico - tema brilhantemente discutido por Michel Foucault.
As organizações de saúde negligenciaram a relação entre a identidade individual e a cultura organizacional, com seus rituais e cerimônias, a administração terá sua legitimidade enfraquecida, reduzindo-se também a justificativa de seu poder. Neste aspecto, as identidades sociais e pessoais, que estão baseadas em papéis, são interdependentes. Em razão disso, os papéis sociais afetam a individualidade, especialmente, quanto à auto-imagem, ao reconhecimento e à estabilidade, em virtude de sua inserção no contexto das relações sociais e de poder.
Sou o Profº Sérgio, Missionário e estudioso da Teologia. Neste Blog, compartilho reflexões bíblicas, pastorais e evangelísticas que expressam minha fé em Jesus Cristo e meu desejo de tornar a Palavra de Deus próxima da vida cotidiana. Escrevo para pessoas de todas as idades, buscando fortalecer a fé, renovar a esperança e inspirar uma vida cristã fundamentada no amor, na graça e nos ensinamentos de Jesus.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
segunda-feira, 15 de outubro de 2007
Dia do PROFESSOR
Comemora-se hoje o dia do professor. Uma categoria profissional das mais relevantes para a sociedade, porque é através da sua vida dedicada ao conhecimento que o professor ajuda a formar cidadãos nas diversas profissões. Na realidade, todas as profissões têm sua origem nos ensinamentos de um professor.
Quem não se lembra de algum professor que marcou sua vida em um determinado tempo? Certamente, o professor tem muita responsabilidade por formar nas crianças, adolescentes, jovens e adultos o sentimento de cidadania, de caráter, de ética e valores sociais indispensáveis para constituição de uma nação.
Mas, sempre tem um mas, o professor, apesar de sua importância social, não tem recebido o reconhecimento e a valorização que lhe é devido por parte dos governantes. Essa situação se estende desde o ensino fundamental até o ensino superior. Existem grande defasagem salarial, condições de trabalho deficientes, dificuldade em capacitação, além de outras questões importantes que não são da prioridade dos governantes e revelam o total descaso com a educação em nosso país.
Ao observarmos o nosso modelo de educação verificamos que estamos muito aquém do que deveríamos estar em relação aos países desenvolvidos. Precisamos urgentemente de uma reforma na educação brasileira que valorize o professor e prepare melhor os nossos alunos para o futuro que exigirá das novas gerações mais conhecimento e tecnologia.
O professor é o personagem principal, no que diz respeito a educação e as políticas educacionais precisam olhar com valorosidade o trabalho de quem doa seu maior patrimônio, o conhecimento.
Quem não se lembra de algum professor que marcou sua vida em um determinado tempo? Certamente, o professor tem muita responsabilidade por formar nas crianças, adolescentes, jovens e adultos o sentimento de cidadania, de caráter, de ética e valores sociais indispensáveis para constituição de uma nação.
Mas, sempre tem um mas, o professor, apesar de sua importância social, não tem recebido o reconhecimento e a valorização que lhe é devido por parte dos governantes. Essa situação se estende desde o ensino fundamental até o ensino superior. Existem grande defasagem salarial, condições de trabalho deficientes, dificuldade em capacitação, além de outras questões importantes que não são da prioridade dos governantes e revelam o total descaso com a educação em nosso país.
Ao observarmos o nosso modelo de educação verificamos que estamos muito aquém do que deveríamos estar em relação aos países desenvolvidos. Precisamos urgentemente de uma reforma na educação brasileira que valorize o professor e prepare melhor os nossos alunos para o futuro que exigirá das novas gerações mais conhecimento e tecnologia.
O professor é o personagem principal, no que diz respeito a educação e as políticas educacionais precisam olhar com valorosidade o trabalho de quem doa seu maior patrimônio, o conhecimento.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
O PT na rota da privatização

O governo do PT que tanto criticava a política privatista do PSDB, agora assume uma nova postura e está privatizando rodovias federais que estão indo a leilão na Bovespa. As estradas cortam seis estados da região Sul e Sudeste. Parece que uma luz de sensatez está brilhando nessa estrela de tanta tradição.
É preciso refletir a respeito da privatização, temos um estado muito inchado, de empresas que são verdadeiros depósitos de benesses políticas e de péssima qualidade de serviços prestados a população, com pouquíssimas exceções.
O resultado para manter toda máquina governamental funcionando é o aumento de impostos e a permanência da CPMF. Todo esse recurso serve para alimentar a fome desenfreada do governo em gastar, sem austeridade. Precisamos de políticas públicas, porque temos uma população de pobres e miseráveis muito grande e os programas do governo são muito importantes para tentar minimizar o problema, mas está muito longo de obter resultados sustentáveis.
Na realidade, não bastam programas sociais, é preciso reformas profundas na política, na tributação, na administração pública, na segurança, na educação e na saúde. Parece que esqueci de algo, a sim, lembrei-me, a economia. Bem, nesse requisito, o governo do PT também teve lucidez não alterando o plano elaborado pelo seu antecessor. Mas, é preciso ajustes, porque a economia mundial flui num dinamismo muito intenso. Daí a necessidade de uma política de privatização inteligente e eficaz.
E você, concorda com a privatização do governo do PT?
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
A universidade é de todos

A universidade tem desempenhado um papel social muito relevante para a sociedade, mas ao longo dos anos vem sofrendo uma profunda depreciação orçamentária do seu maior investidor, o governo federal. De forma que, a qualidade do ensino superior tem sido compremetido e vem sofrendo uma acirrada concorrência com as instituições privadas. Mas, mesmo assim, ainda produz uma formação acadêmica superior as faculdades privadas, conforme demonstra os provões que avaliam a performace dos universitários.
A questão é saber até quando esse resultado persistirá? Se não houver mudanças no sistema de ensino universitário desde o planejamento orçamentário até a metodologia pedagógica do ensino, em outras palavras, uma total reforma no sistema universitário para adequar aos novos tempos, poderemos, no futuro muito próximo, termos universidades estéreis ou privatizadas.
A falta de compromisso e seriedade com a administração pública tem levado a má gestão de diversas IES federais, massacradas pelas freqüentes greves que provocam descrédito da sociedade e insegurança para os alunos.
De forma que devemos ter muita consciência e responsabilidade, enquanto participantes dessa instituição, em escolher lideranças que tenham capacidade de gerir os escassos recursos federais e gerar novos recursos. A universidade é um patrimônio nosso, da sociedade brasileira e precisa ser administrada com zelo e competência, com visão futurista e expansão com sustentabilidade.
domingo, 7 de outubro de 2007
A informação tem um preço
Hoje em dia, existe um consenso de que na sociedade pós-moderna, a informação é fundamental para as organizações, senão a mais importante ferramenta para o gestor tomar decisões que podem estar relacionados com o seu sucesso ou fracasso. A informação pode ser considerada em muitas organizações como um fator estruturante, logo requer do gestor a percepção objetiva e precisa dos valores da informação e do sistema de informação. De maneira que a tecnologia da informação se coloca como a chave para competitividade efetiva, diferencial e de lucratividade nesta nova sociedade.
Portanto, a informação é muito importante para as organizações, embora muitas são insensíveis quanto à busca e manutenção dessa informação e o resultado disso é que investem mal no desenvolvimento de sistemas de informação, quando se avalia a relação custo-benefício, isso significa que a informação tem valor econômico para a organização e pode gerar lucro ou prejuízo. Deve-se esclarecer o significado de informação que pode ser compreendido como um conjunto de estruturas significantes ou interpretáveis com poder de gerar conhecimento para o indivíduo ou sua organização.
Portanto, a informação é muito importante para as organizações, embora muitas são insensíveis quanto à busca e manutenção dessa informação e o resultado disso é que investem mal no desenvolvimento de sistemas de informação, quando se avalia a relação custo-benefício, isso significa que a informação tem valor econômico para a organização e pode gerar lucro ou prejuízo. Deve-se esclarecer o significado de informação que pode ser compreendido como um conjunto de estruturas significantes ou interpretáveis com poder de gerar conhecimento para o indivíduo ou sua organização.
sábado, 6 de outubro de 2007
Libertos de si mesmos
O homem vive cercado em sua consciência por três elementos instigantes: o mundo, que é a presente sociedade pós-moderna com seus atrativos, prazeres e liberdades; a carne, que é a vontade do homem, os seus desejos ou concupicências, muitas vezes sem domínio; e o maligno, que é o tentador ou diabo, entidade no qual domina entre os governos ou reinos. A bíblia diz que o mundo jaz no maligno.
Mas, quem é o nosso pior inimigo? O homem é o seu próprio inimigo, em virtude da sua natureza pecaminosa que o domina. Então, como podemos nos libertar de nós mesmos?
1. Fazendo morrer tudo aquilo que pertencem à natureza humana pecaminosa. Rm 6:6 e 8:13.
2. Buscando um renovo espiritual e uma vida de santidade e amor. Rm 13:14 e 1Co 15:53.
3. Vivendo para Cristo e em Cristo. Fl 1:19-21.
4. Subjugando a carne de uma vez por todas mediante uma vida comprometida com Cristo. 1Jo 3:6
O homem convertido ao evangelho de Jesus Cristo é nova criatura e, portanto, liberto de si mesmo quanto ao domínio dos seus desejos ou vontades.
Mas, quem é o nosso pior inimigo? O homem é o seu próprio inimigo, em virtude da sua natureza pecaminosa que o domina. Então, como podemos nos libertar de nós mesmos?
1. Fazendo morrer tudo aquilo que pertencem à natureza humana pecaminosa. Rm 6:6 e 8:13.
2. Buscando um renovo espiritual e uma vida de santidade e amor. Rm 13:14 e 1Co 15:53.
3. Vivendo para Cristo e em Cristo. Fl 1:19-21.
4. Subjugando a carne de uma vez por todas mediante uma vida comprometida com Cristo. 1Jo 3:6
O homem convertido ao evangelho de Jesus Cristo é nova criatura e, portanto, liberto de si mesmo quanto ao domínio dos seus desejos ou vontades.
sexta-feira, 5 de outubro de 2007
O retorno do blogueiro
Depois de alguns dias sem postar no blogger estamos de volta para discutir temas da atualidade no campo da academia, da política, da sociologia, da fé cristã e outros assuntos que os insight vierem a tona. Hoje, no Brasil, estamos extasiados com a decisão do Supremo Tribunal que fechou questão quanto a fidelidade partidária. Isso representa o começo da tão esperada reforma política que esse país precisa para moralizar e proporcionar mais credibilidade aos nossos palamentares, tão chocalhados por causa do seu próprio testemunho de vida pública.
E você, amigo leitor, o que acha dessa decisão?
E você, amigo leitor, o que acha dessa decisão?
segunda-feira, 24 de setembro de 2007
Há um Deus que é Eterno
Vivemos uma época muito difícil em que a crença em Deus se tornou vulgar e muitas vezes inexistente no coração das pessoas. A humanidade caminha a passos largos para uma religiosidade fundamentalista ou ateísta. Em ambas, o extremismo é forte componente de conflitos sociais ou religiosos.
As pessoas esqueçem que há um Deus, único e eterno, o criador de todas as coisas que existem no universo. Pode-se negar a sua existência ou pode-se até provar pela fé que ele vive, o Deus invisível, mas presente na vida daqueles que acreditam.
Mas, quer o homem pós-moderno acredite ou não, Ele é Deus. O mundo passará, mas Deus subsistirá eternamente, porque Ele é Deus e não há outro.
O grande mal da humanidade no século XXI é pensar que domina o conhecimento da ciência, da vida e da tecnologia. O amor tem esfriado e o calor das guerras, do terrorismo, das tragédias têm se alastrado por todo o mundo. É o distanciamento do homem de Deus que tem resultado nesse esfriamento. Deus é amor, quando amamos estamos nos aproximando de Deus.
Há um Deus que é Eterno que vive e que deseja que o homem o encontre. Buscando a Deus o encontraremos, porque Ele está presente em todos os momentos de nossas vidas.
As pessoas esqueçem que há um Deus, único e eterno, o criador de todas as coisas que existem no universo. Pode-se negar a sua existência ou pode-se até provar pela fé que ele vive, o Deus invisível, mas presente na vida daqueles que acreditam.
Mas, quer o homem pós-moderno acredite ou não, Ele é Deus. O mundo passará, mas Deus subsistirá eternamente, porque Ele é Deus e não há outro.
O grande mal da humanidade no século XXI é pensar que domina o conhecimento da ciência, da vida e da tecnologia. O amor tem esfriado e o calor das guerras, do terrorismo, das tragédias têm se alastrado por todo o mundo. É o distanciamento do homem de Deus que tem resultado nesse esfriamento. Deus é amor, quando amamos estamos nos aproximando de Deus.
Há um Deus que é Eterno que vive e que deseja que o homem o encontre. Buscando a Deus o encontraremos, porque Ele está presente em todos os momentos de nossas vidas.
sexta-feira, 21 de setembro de 2007
Dada a largada a reitoria da UFPB
A eleição para escolha de reitor em 2008, praticamente já iniciou. Os candidatos estão se manifestando intencionados para ocupar o mais cobiçado cargo da Universidade Federal da Paraíba. Enquanto candidatos, alguns deles ainda ocupando funções administrativas, esbajam cordialidade e tentam mostrar serviços com a criação de novos cursos, melhorias na infraestrutura e construções de novas unidades.
Essas medidas são importantes para melhor atender a demanda social que a cada ano aumenta em busca de oportunidades. Mas, o acontecimento que nos chamou atenção recentemente, foi a criação do Centro de Ciências Médicas. Um projeto que era uma antiga aspiração do corpo docente médico, ainda na gestão da Profª Zoraide, ex-diretora do Centro de Ciências da Saúde, mas que só agora foi concretizada.
Em época de campanha, qualquer conquista é motivo para buscar os bônus, a fim de conquistar uma promessa de voto. Mas, os que fazem a UFPB sabem pensar e discernir quem está apenas querendo se aproveitar do momento para estar na mídia.
O certo, amigo leitor, é que teremos uma disputa em 2008 muito acirrada entre os prováveis candidatos que já estão manifestando suas intenções ao pleito. Eu, antecipadamente, já sei quem apoiarei e a UFPB também sabe pensar e escolher o melhor.
Em época de campanha, qualquer conquista é motivo para buscar os bônus, a fim de conquistar uma promessa de voto. Mas, os que fazem a UFPB sabem pensar e discernir quem está apenas querendo se aproveitar do momento para estar na mídia.
O certo, amigo leitor, é que teremos uma disputa em 2008 muito acirrada entre os prováveis candidatos que já estão manifestando suas intenções ao pleito. Eu, antecipadamente, já sei quem apoiarei e a UFPB também sabe pensar e escolher o melhor.
quinta-feira, 13 de setembro de 2007
Acabar em PIZZA
Os brasileiros assistiram na manhã de ontem 12/09 um deprimente tumulto entre deputados e seguranças na porta do senado. Mais tarde, as portas fechadas, por se tratar de um julgamento ético que levaria a cassação de um Senador da República, ficamos pasmados com a decisão do senado que absorveu o acusado, Renan Calheiros.
Hoje, 13/09, depois de todos esses acontecimentos de grande repercussão nacional, nos sentimos mais convencidos de que falta a essa República tupiniquim, pelo menos diante dos nosso parlamentares, punidade, seriedade, compromisso e respeito a ética e aos valores que constituem uma sociedade desenvolvida.
Infelizmente, teremos que conviver com esses acontecimentos por algum tempo, até quem sabe, a próxima eleição, se soubermos valorizar nosso voto como cidadãos e eleitores inteligentes. Do contrário, viveremos comendo pizza até morrer.
Hoje, 13/09, depois de todos esses acontecimentos de grande repercussão nacional, nos sentimos mais convencidos de que falta a essa República tupiniquim, pelo menos diante dos nosso parlamentares, punidade, seriedade, compromisso e respeito a ética e aos valores que constituem uma sociedade desenvolvida.
Infelizmente, teremos que conviver com esses acontecimentos por algum tempo, até quem sabe, a próxima eleição, se soubermos valorizar nosso voto como cidadãos e eleitores inteligentes. Do contrário, viveremos comendo pizza até morrer.
quarta-feira, 12 de setembro de 2007
O cristianismo da pós-modernidade
Vivemos uma época em que o poder econômico, político e tecnológico tem estado tão presente em nosso cotidiano, que nos esquecemos da existência do próximo e só olhamos para nós mesmos. É a busca sem limites em conquistar nosso espaço e se destacar. Muitas vezes, as pessoas passam por cima das outras, "sai da frente, porque eu estou passando!".Nessa corrida louca e egoísta, muitos estão vestidos com roupas de "santidade" ou de "piedade" e se mostram cristãos ou religiosos perante a sociedade. É assim que se revela o cristianismo da pós-modernidade. O cristianismo da religiosidade desprovido da essência do evangelho de Cristo. E qual é a essência do evangelho? Um vida de fé, amor e obediciência aos ensinamentos de Jesus Cristo.
A pós-modernidade esfriou o amor, aniquilou a fé e propagou a rebeldia contra Deus. Não encontramos mais quem faça o bem, exceto quando há interesses. E o resultado desse caótico estado que se encontra a humanidade neste presente século são: guerras, epidemias, desiquilíbrio ecológico, terrorismo e outros males causados pelo esfriamento do amor no coração do homem. A pós-modernidade tem contribuído para o afastamento do homem de Deus e essa realidade não tem volta. Maranata!
domingo, 9 de setembro de 2007
Ciência como vocação
Vamos tratar em algumas linhas de uma reflexão sobre a ciência como vocação a luz da sociologia weberiana. Incialmente vamos definir o que seja vocação. Entende-se por vocação como sendo uma aptidão, talento, tendência, chamamento, predestinação. A íntima vocação para a ciência é, portanto, uma tendência natural do indivíduo para a ciência e tem plena consciência de que é capaz de realizar alguma coisa duradoura. A vocação para a ciência é uma dedicação espontânea na busca do conhecimento, que muitas vezes é ridicularizada por todos os que vivem fora do ambiente científico, é um compromisso pessoal pelo que se faz, mesmo que isso leve tempo, tenha ou não êxito em fazer conjetura. Segundo Weber, o entusiasmo é um pré-requisito da “inspiração”, que é decisiva.
Essa inspiração para ter ideais, não se manifesta quando queremos, mas, também não ocorre sem que antes houvesse algum trabalho de reflexão a respeito. Nesse sentido Max Weber aponta alguma semelhança entre a ciência e a arte, já que o artista precisa antes de tudo, ter idéias criativas para produzir algo. Contudo, há uma diferença importante entre esses dois campos do conhecimento, que é a racionalidade e o empirismo adquirido com o renascimento. A essência da racionalização está na aplicação da técnica com respectiva previsão.
Para entender o significado desses aspectos da ciência para a vida humana, Weber retoma a questão do especialista, ele afirma que, a ciência entrou numa fase de especialização antes desconhecida e que isto continuará. A questão está no fato do que o indivíduo pode adquirir a consciência de que deve realizar algo verdadeiramente perfeito por ser um especialista rigoroso. De fato, somente pela especialização rigorosa o cientista adquiri plena consciência de ter realizado alguma coisa duradoura. Isso exige dedicação íntima à tarefa de fazer ciência e deve elevar o cientista ao auge e à dignidade do assunto a que pretende servir.
Por outro lado, a ciência é dinâmica e pede para ser ultrapassada e superada. Para Weber, quem desejar servir à ciência tem de resignar-se a tal fato. Esse é o destino comum para alguém que se dedica ao conhecimento científico, é a certeza de que jamais pode chegar ao fim. Na realidade, todo progresso da ciência é apenas uma fração do processo de intelectualização ou racionalização, pelo qual estamos passando há milhares de anos. Isto não significa, necessariamente, um conhecimento maior e geral das condições sob as quais vivemos. Significa que esse conhecimento está disponível a qualquer momento, caso quiséssemos acessá-lo. Mas significa, principalmente, que não há forças misteriosas incalculáveis, que podemos interrogar o mundo e o significado das coisas, inclusive o significado de se fazer pesquisa.
Max Weber é um autor refinado no uso dos conceitos. Utiliza-os com a mesma precisão com que o artista emprega as cores. Em seu discurso ele tenta responder algumas indagações com base nas obras de Leão Tolstói e Platão onde retoma com o exemplo do mito da caverna, ressaltando bem a questão de o homem procurar compreender e enxergar a luz do sol e longe da escuridão, onde o sol representaria metaforicamente a razão - com essa comparação é profundamente refletida a epistemologia fundamental para a prática científica consciente, as dificuldades com que o pesquisador se depara.
A burocratização da ciência nas estruturas, a substituição da paixão pela rotina, o surgimento de funcionários do saber, rotinizados e desencantados são alguns dos tantos perigos sobre os quais Weber quis nos advertir. Vale a pena refletir cuidadosamente sobre o significado da ciência como vocação, depois de desaparecidas todas as antigas ilusões? Weber cita Tolstói para responder a essa questão com uma indagação: a ciência não tem sentido porque não responde à nossa pergunta, a única pergunta importante para nós: o que devemos fazer e como devemos viver? Neste sentido, a ciência não dá resposta. Contudo, todo trabalho científico pressupõe regras lógicas e métodos válidos. A ciência, afirma Weber, pressupõe que o produto do trabalho científico é importante, de forma que vale a pena conhecê-lo. Isto nos remete a algo crucial na atividade de investigação científica. Devemos nos dedicar arduamente ao nosso trabalho, investigando ao máximo o alcance das teorias adotadas e a validade das hipóteses que formulamos. Mas, não podemos trabalhar sem a esperança, curiosa esperança, de que outros avançaram e avançarão mais do que nós.
Assim, fazer ciência pela própria fruição do conhecimento, se for por vocação, vale à pena conviver com esse progresso ad infinitum. O significado que a ciência descreve do mundo é explicado por Weber através de diversos saberes: a ciência médica, a ciência natural, a estética, a jurisprudência, as ciências histórica e cultural, a sociologia, economia, ciência política e os tipos de filosofia cultural. Continuaremos em breve a tratar deste tema tão impolgante.
Essa inspiração para ter ideais, não se manifesta quando queremos, mas, também não ocorre sem que antes houvesse algum trabalho de reflexão a respeito. Nesse sentido Max Weber aponta alguma semelhança entre a ciência e a arte, já que o artista precisa antes de tudo, ter idéias criativas para produzir algo. Contudo, há uma diferença importante entre esses dois campos do conhecimento, que é a racionalidade e o empirismo adquirido com o renascimento. A essência da racionalização está na aplicação da técnica com respectiva previsão.
Para entender o significado desses aspectos da ciência para a vida humana, Weber retoma a questão do especialista, ele afirma que, a ciência entrou numa fase de especialização antes desconhecida e que isto continuará. A questão está no fato do que o indivíduo pode adquirir a consciência de que deve realizar algo verdadeiramente perfeito por ser um especialista rigoroso. De fato, somente pela especialização rigorosa o cientista adquiri plena consciência de ter realizado alguma coisa duradoura. Isso exige dedicação íntima à tarefa de fazer ciência e deve elevar o cientista ao auge e à dignidade do assunto a que pretende servir.
Por outro lado, a ciência é dinâmica e pede para ser ultrapassada e superada. Para Weber, quem desejar servir à ciência tem de resignar-se a tal fato. Esse é o destino comum para alguém que se dedica ao conhecimento científico, é a certeza de que jamais pode chegar ao fim. Na realidade, todo progresso da ciência é apenas uma fração do processo de intelectualização ou racionalização, pelo qual estamos passando há milhares de anos. Isto não significa, necessariamente, um conhecimento maior e geral das condições sob as quais vivemos. Significa que esse conhecimento está disponível a qualquer momento, caso quiséssemos acessá-lo. Mas significa, principalmente, que não há forças misteriosas incalculáveis, que podemos interrogar o mundo e o significado das coisas, inclusive o significado de se fazer pesquisa.
Max Weber é um autor refinado no uso dos conceitos. Utiliza-os com a mesma precisão com que o artista emprega as cores. Em seu discurso ele tenta responder algumas indagações com base nas obras de Leão Tolstói e Platão onde retoma com o exemplo do mito da caverna, ressaltando bem a questão de o homem procurar compreender e enxergar a luz do sol e longe da escuridão, onde o sol representaria metaforicamente a razão - com essa comparação é profundamente refletida a epistemologia fundamental para a prática científica consciente, as dificuldades com que o pesquisador se depara.
A burocratização da ciência nas estruturas, a substituição da paixão pela rotina, o surgimento de funcionários do saber, rotinizados e desencantados são alguns dos tantos perigos sobre os quais Weber quis nos advertir. Vale a pena refletir cuidadosamente sobre o significado da ciência como vocação, depois de desaparecidas todas as antigas ilusões? Weber cita Tolstói para responder a essa questão com uma indagação: a ciência não tem sentido porque não responde à nossa pergunta, a única pergunta importante para nós: o que devemos fazer e como devemos viver?
Assim, fazer ciência pela própria fruição do conhecimento, se for por vocação, vale à pena conviver com esse progresso ad infinitum. O significado que a ciência descreve do mundo é explicado por Weber através de diversos saberes: a ciência médica, a ciência natural, a estética, a jurisprudência, as ciências histórica e cultural, a sociologia, economia, ciência política e os tipos de filosofia cultural.
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
A interminável crise do Hospital Universitário Lauro Wanderley
O Hospital Universitário Lauro Wanderley da Universidade Federal da Paraíba, vem ao longo de sua história de valorosa contribuição para a sociedade paraibana, sendo depreciado em sua estrutura física, assistencial e financeira.A crise instalada no HU não é de hoje e parece que não se encontra o fio da meada que vem corroendo o que tínhamos de melhor, em termos de hospital público de caráter assistencial e de formação profissional.
As sucessivas eleições de dirigentes tem colaborado para escolhas que não atendem as expectativas, não só da academia, como também da sociedade que busca os serviços do Hospital. A má escolha de um gestor tem sabor amargo. E para comprometer ainda mais a situação, o governo federal não libera os recursos necessários para manter o hospital em funcionamento pelo menos com o básico da assistência. Embora, os Hospitais Universitários não foram criados para esse fim apenas, mas para atender as complexidades do cuidado a saúde.
A crise continuará, infelizmente, por muitos anos até que uma atitude séria e comprometida com a competência, a honestidade e a responsabilidade social possa mudar essa situação. E não adianta contratar mais funcionários, sem antes fazer um estudo meticuloso das reais necessidade de pessoal. Me parece que está faltando, em relação aos recursos humanos, gerenciamento. Existem muitos servidores com desvio de função, exercendo suas atividades em outros setores da universidade e em outros órgãos governamentais.
Não adianta aqui apontar culpados pela má gestão do serviço público, é preciso reavaliar os processos e procurar colaborar para sairmos de estado permanente de crise.
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Hospital Universitário de João Pessoa dispõe de sistema de informação em enfermagem

O sistema é uma tecnologia desenvolvida com software livre com o objetivo de melhorar a qualidade das informações produzidas pela enfermagem no processo de cuidar do paciente.
A Clínica Médica do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) da Universidade Federal da Paraíba implanta o Sistema de Informação em Enfermagem (SisEnf). O projeto é desenvolvido pelo Professor Sérgio Ribeiro dos Santos do Departamento de Enfermagem -DEMCA, juntamente com alunos do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC).
O sistema é uma tecnologia desenvolvida com software livre com o objetivo de melhorar a qualidade das informações produzidas pela enfermagem no processo de cuidar do paciente.
Os benefícios para enfermagem são inúmeros e vão desde a facilidade nas prescrições e encaminhamentos até como fonte de pesquisa para estudantes e professores pesquisadores. O mais importante de tudo é custo zero para o hospital e para a enfermagem que tem a oportunidade de melhorar a qualidade dos seus registros que são fundamentais para se avaliar os custos com a internação dos pacientes.
O SisEnf gerencia a assistência de enfermagem, facilitando a sistematização do cuidado de enfermagem e a gestão do serviço de enfermagem, porque ele traz muitas ferramentas úteis para a administração da unidade.
Os testes estão em andamento e o HULW iniciou o desenvolvimento do sistema na Clínica Cirúrgica.
Fonte: Agência de Notícias/ Com informações do SisEnf -http://www.agencia.ufpb.br/vernoticias.php?pk_noticia=3623
A Clínica Médica do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW) da Universidade Federal da Paraíba implanta o Sistema de Informação em Enfermagem (SisEnf). O projeto é desenvolvido pelo Professor Sérgio Ribeiro dos Santos do Departamento de Enfermagem -DEMCA, juntamente com alunos do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Cientifica (PIBIC).
O sistema é uma tecnologia desenvolvida com software livre com o objetivo de melhorar a qualidade das informações produzidas pela enfermagem no processo de cuidar do paciente.
Os benefícios para enfermagem são inúmeros e vão desde a facilidade nas prescrições e encaminhamentos até como fonte de pesquisa para estudantes e professores pesquisadores. O mais importante de tudo é custo zero para o hospital e para a enfermagem que tem a oportunidade de melhorar a qualidade dos seus registros que são fundamentais para se avaliar os custos com a internação dos pacientes.
O SisEnf gerencia a assistência de enfermagem, facilitando a sistematização do cuidado de enfermagem e a gestão do serviço de enfermagem, porque ele traz muitas ferramentas úteis para a administração da unidade.
Os testes estão em andamento e o HULW iniciou o desenvolvimento do sistema na Clínica Cirúrgica.
Fonte: Agência de Notícias/ Com informações do SisEnf -http://www.agencia.ufpb.br/vernoticias.php?pk_noticia=3623
domingo, 2 de setembro de 2007
Experiência Lato Sensu na Enfermagem da UFPB
A Revista Temas em Saúde publicou artigo em edição especial de 2007 sobre a experiência acadêmica do curso Enfermagem da UFPB frente a pós-graduação Lato Sensu. O artigo objetiva descrever o desenvolvimento dos cursos nas áreas de Gestão Hospitalar e Saúde Coletiva. Trata-se de uma abordagem descritiva em que foram apresentadas informações relacionadas aos dois últimos cursos oferecidos pelos Departamentos de Enfermagem. Nessa análise são focalizados aspectos relacionados à contextualização do curso, sua importância, o processo pedagógico e suas características. E conclui o artigo afirmando que a experiência vivenciada com o desenvolvimento dos cursos lato sensu proporcionou um considerável crescimento acadêmico tanto para os docentes envolvidos quanto para os discentes.
É lamentável que iniciativas dessa natureza tenham sido abortadas pela falta de visão acadêmica e estratégica dos nossos gestores que não buscaram alternativas legais para preservação desses cursos e a capacitação de profissionais para o mercado de trabalho, deixando assim, para as instituições privadas essa responsabilidade para o seu próprio enriquecimento. E aqui ficamos nós de mãos atadas sem poder oferecer os cursos com a grife de qualidade da Universidade Federal da Paraíba. Durma com um barulho desse.
É lamentável que iniciativas dessa natureza tenham sido abortadas pela falta de visão acadêmica e estratégica dos nossos gestores que não buscaram alternativas legais para preservação desses cursos e a capacitação de profissionais para o mercado de trabalho, deixando assim, para as instituições privadas essa responsabilidade para o seu próprio enriquecimento. E aqui ficamos nós de mãos atadas sem poder oferecer os cursos com a grife de qualidade da Universidade Federal da Paraíba. Durma com um barulho desse.
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